Faz parte do antigo convento de freiras beneditinas, datado do início do séc. XVIII. Com a lei de 1834, o mosteiro foi vendido e completamente descaracterizado, salvando-se apenas o portal e a igreja, porque entregue aos cuidados da Confraria do Terço.
Apesar do seu exterior modesto, a igreja apresenta um deslumbrante espaço interior e é um dos mais excelentes e densos interiores barrocos de Portugal, pelos azulejos que cobrem todas as paredes, pela talha dos seus 3 altares e o púlpito e pelas pinturas do tecto. A sua importância na arte barroca advém sobretudo dos seus grandiosos painéis de azulejo azul e branco, datados de 1713, mostrando cenas da vida de S. Bento e emblemas moralizantes.
Possui imagens de N. Sr.ª do Terço, em madeira, do séc. XVIII, uma escultura em pedra ançã de N. Sr.ª da Abadia, datada de meados do séc. XVI, que se encontrava num nicho da Porta Nova, no final da Rua Direita, aqui recolhida quando este foi destruído, e um Cristo Crucificado que poderá datar do séc. XV.
Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 47508 de 24-1-1967.